sábado, 5 de maio de 2012

É Jesus e merece oportunidade


Este cantinho da Europa é feito de manias, uma delas é a de se despedir treinadores como quem compra telemóveis, é algo que faz parte da rotina do nosso futebol. Jesus está a ser alvo da impaciência característica das adeptos portugueses, e corre o risco de ser mais um apanhado na rotina.

 Bastam 5 minutos de reflexão para  arranjar mil e um defeitos ao treinador português: desde os problemas comunicativos, o excesso de confiança, a má gestão física, ou as constantes derrotas para o rival nortenho. O técnico errou muitas vezes e foi raro admitir isso, mas mais errado seria o presidente demiti-lo no final da época.

 Jesus conseguiu pôr os encarnados a meter (verdadeiramente) medo aos adversários, algo que não se via há (bastantes) anos. Foi possível ver um Benfica "papão" e a Luz voltou a ser um inferno vermelho; nenhum benfiquista pode negar a felicidade que sentiu ao ver o seu clube retornar às goleadas e ao bom futebol. A Europa lembrou-se outra vez da real dimensão do clube, que protagonizou campanhas bastante interessantes e conseguiu produzir as mais variadas pérolas, cuja lapidação teve um grande dedo do mister.

 O custo da rescisão também não ajuda ( mesmo sendo o menor dos problemas) um presidente que falou em contenção e ponderação de gastos, uma vez que 6 milhões são preciosos para atacar o mercado, Di Maria e Bruno César vieram por menos.

 Volto a lembrar as histórias "cliché" de Ferguson ou Wenger para concluir que sportinguistas e portistas iriam ficar bastante satisfeitos com a saída do técnico.

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